Medicina do Oriente

No Oriente, a medicina é uma ciência da saúde. A medicina oriental não considera que se deva vencer a doença ou sequer lutar com ela. Segundo a medicina oriental, a doença é um sinal. O organismo informa-nos de que algo nele não está em ordem. A medicina chinesa clássica tradicional não reconhece a especialização muito restrita dos médicos. Ela não divide o ser humano em órgãos e sistemas; para a mesma, o ser humano é tratado logo a tudo. Como base da medicina do Oriente temos a interdependência multifacetada em qualquer organismo vivo.

Se você tem algo no nariz (agora existem muitas pessoas com inflamações na mucosa do nariz) significa que sofre de uma desordem no intestino. Se os seus olhos começam a ver mal, na maioria dos casos a responsabilidade é do fígado. O oftalmologista alguma vez leva isso em conta? É impossível tratar somente um único órgão individualmente. O nosso organismo é um sistema indivisível, no qual todas as partes se interligam e dependem fortemente umas das outras. É um sistema muito sábio que guarda em si muitas reservas e que tem, regra geral, capacidade de auto -restabelecer-se por si próprio. Por exemplo, o nosso fígado deveria funcionar durante 300 anos, tão gigantescos são os seus recursos e, no entanto, quanto tempo é que vive? Quanto aos nossos pulmões estes garantem-nos oxigénio suficiente mesmo se tiverem só 10% do seu tecido pulmonar saudável. E nós estamos a matar todas estas reservas, nomeadamente através da acção de medicamentos.

Na medicina tibetana não existem todas aquelas certezas que distinguem a medicina ocidental. A medicina oriental não se intromete nos processos de auto-regulação do organismo. Ela dá-lhe, isso sim, a possibilidade de se regular a si mesmo na região onde haja algo descompensado.

E por esta característica que são bons, muito bons, os preparados e ervas da medicina tibetana, que devolvem aos nossos órgãos e sistemas a capacidade de funcionar. Os órgãos vão gradualmente recordando a sua juventude, o seu estado saudável e começam a funcionar por si próprios. Devagar, pouco a pouco, os órgãos vão gradualmente ganhado vitalidade e saúde e o organismo volta à norma. Estes preparados não curam imediatamente, como que por milagre, mas com passos lentos e seguros - a sabedoria não é amiga da pressa. A medicina oriental respeita a força natural da pessoa cm cada órgão seu, em todos os seus sistemas e células. Ela segue o caminho da estimulação viva, da manutenção e do restabelecimento.

Os médicos chineses levaram os últimos milénios a estudar a fundo o mundo vegetal e criaram preparados absolutamente inócuos. Estes não contêm quaisquer substâncias tóxicas, não provocam alergias, não contêm hormonas, eles não têm mesmo quaisquer efeitos colaterais perigosos. Os médicos nutricionistas utilizam os preparados tibetanos para restabelecimento da saúde de, até mesmo, mulheres grávidas e crianças de peito.

A medicina oriental é bem mais antiga que a ocidental. Os preparados da medicina tibetana têm uns quantos milhares de anos. Os preparados farmacológicos da medicina ocidental não passam por tal controlo. É por isso que, na História da medicina ocidental, acontece muitas vezes os médicos excitarem-se inicialmente bastante com as propriedades maravilhosas de um novo medicamento "milagroso" qualquer, que passou em todos os testes clínicos; e os efeitos colaterais do qual, volvidos alguns anos, vêm-se de repente a descobrir serem em maior número que os efeitos curativos, ou seja, que ele mata mais do que trata. Mas, entretanto, durante esses anos, dezenas de milhares de pessoas tomara este medicamento e arruinaram substancialmente a sua saúde.

O mais importante é ter em mente que os medicamentos ocidentais podem, na melhor das hipóteses, erradicar as consequências das alterações patológicas no organismo de uma pessoa. Os preparados naturais da medicina tibetana erradicam a causa primordial da doença, ajudando o organismo a restabelecer o equilíbrio violado. E isto porque só o próprio organismo tem capacidade de se tratar, mas há que o ajudar nesta tarefa. Se nós não dermos ao organismo a possibilidade de vencer a doença, então nunca nos veremos livres dela.

Até nas situações mais desesperadas os preparados naturais da medicina tibetana criam hipóteses de restabelecimento da saúde.

Devolve-se ao organismo a capacidade permanente de restabelecer-se por ele próprio. Depois, basta manter esta capacidade. O organismo renascido já será o próprio a não permitir o reaparecimento da doença.