Medicina do Ocidente

No nosso país praticamos a medicina ocidental, aquela medicina que luta o tempo todo com a doença e que, infelizmente, perde muitas vezes, essa luta. Os médicos, com a sua medicina ocidental, entraram num beco sem saída. Sabe qual é a causa de morte que ocupa actualmente no mundo o quarto lugar? É a morte provocada pulos eleitos colaterais dos medicamentos. Segundo os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) morrem, anualmente, 10 milhões de pessoas devido a isto. Infelizmente, esta é a dura realidade com a qual somos confrontados: quanto mais nos tratamos, mais adoecemos.

Como é que chegamos então a esta encruzilhada, onde os médicos nos conduzem a uma beco sem saída, quando estão a esforçar-se para nos curar? Para esta pergunta existem umas quantas respostas. Os preparados farmacológicos são direccionados para combatem a doença, certo? Sendo assim, o médico diz-lhe normalmente: «Nós vamos dar conta da sua doença. Nós vamos vencê-la». E começa a guerra. Mas numa guerra sofrem todos, inclusive os inocentes. A guerra é a pior maneira de resolução dos problemas.

A medicina ocidental vale-se de preparados químicos. Estes são testados clinicamente durante um certo período para serem, em seguida, produzidos em massa. Eis, pois, que passado algum tempo começam a revelar-se os seus terríveis efeitos colaterais (efeitos secundários). Infelizmente, os preparados farmacológicos são, por si, nocivos. Todos eles possuem um efeito colateral nocivo sobre o nosso organismo.

Sim, eles diminuem realmente a febre, a dor, a tosse, o desenvolvimento de alguns tumores, conseguem baixar a pressão arterial alta e assim por diante, mas não eliminam as causas das doenças. Eles encurralam as doenças dentro de nós e transformam-nas em crónicas e incuráveis.

Os preparados farmacológicos têm esse espectro de acção limitado. Cada medicamento trata uma única doença crónica, mas o efeito colateral da sua utilização destrói outros órgãos. Um trata, mas o outro mutila. Nós tratamos primeiro uns órgãos, depois temos já que tratar outros e daqui saem já efeitos colaterais que vão atingir uns terceiros órgãos... E assim o círculo vicia-se. A medicação da medicina ocidental empurra-nos, literalmente, para um beco sem saída.

A medicina ocidental é a medicina dos órgãos isolados. Actualmente existe até o médico hepatologista. Ele cuida do fígado isoladamente. Acha normal tratar o seu fígado isoladamente dos outros órgãos? Não, claro que não. Ele está intrinsecamente ligado a todos os outros órgãos e sistemas. Eles interagem todos uns com os outros. Um especialista, limitado a um único ramo da medicina, pode saber de um modo brilhante todas as nuances "do seu" órgão, mas para curar uma pessoa isso não basta: o tratamento exclusivo de um órgão não lhe devolve a saúde por inteiro.

Todos os preparados da medicina ocidental são ou estimulantes ou inibidores. Os estimulantes espicaçam os órgãos cansados para terem uma maior actividade. Mas de que vale dar uma chibata a um cavalo cansado que não consegue puxar a carroça? Será de grande utilidade uma chibata dessas? Já os inibidores fortalecem ou atrasam os processos vivos dentro de nós.

No nosso organismo os processos biológicos são regulados por microdoses de fermentos e hormonas, que são elaborados pelo próprio organismo. Todos os processos biológicos no nosso interior estão subtilmente equilibrados. Os farmacologistas ocidentais não conseguem regular com a exactidão necessária dosagem dos preparados químicos. Qualquer intromissão química crassa provoca quebras, viola ainda mais o funcionamento do sistema vivo que antes se encontrava bem regulado; sistema vivo esse que é todo o nosso organismo. Isto já para não falar das particularidades biológicas de cada pessoa, que a medicina ocidental ainda menos está em condição de levar me conta.

A abordagem ocidental ao tratamento das patologias consiste na substituição. Em vez de restabelecer o órgão enfermo, de lhe restituir a capacidade de funcionamento, de lhe devolver a mocidade biológica. Enchem uma pessoa com diferentes substitutos. Se, no estômago, as glândulas naturais que elaboram o ácido clorídrico funcionarem, ainda que com baixa acidez, então a sua função pode ser restabelecida e é possível fazer voltar a acidez do suco gástrico ao normal. Mas ao tomarmos substitutos do suco gástrico estas glândulas deixam, por completo, de elaborar o ácido clorídrico. E no lugar de desenvolver, ou seja, de devolver ao órgão a capacidade de funcionar, acabam por lesá-lo por completo.

O mesmo se passa com os nossos vasos sanguíneos. A medicina ocidental não consegue restabelecer a tensão arterial normal. Fazem-na, isso sim, subir ou descer artificialmente até ao nível considerado normal, mas assim que termina a acção do medicamento volta tudo ao estado anterior. A medicina ocidental não consegue devolver aos vasos sanguíneos a sua elasticidade natural e, com isso, restaurar a tensão arterial normal. Não tem capacidade para devolver às células a sua força juvenil nata.

E aí, quando os médicos terapeutas ficam impotentes perante a doença, propõem-nos então a ajuda dos cirurgiões. Estes são os magos da medicina, podem fazer muita coisa... mas não podem devolver-nos o órgão removido, não podem devolver a juventude e a capacidade de funcionamento normal a todas as células e a iodos os sistemas do nosso organismo.

Existem muitos estados patológicos que a medicina ocidental não cura. As pessoas sofrem anos a fio de diabetes, hepatite, úlceras no estômago, hipertonia, gastrite, disbacteriose, etc, não dá para enumerar todas as doenças.

O mais importante a reter ê que os medicamentos ocidentais tratam as consequências das alterações patológicas nos órgãos e no sistema de uma pessoa. Mas não tratam as causas dessas alterações.

Você por acaso sabia que, agora, na Rússia, foram introduzidos padrões únicos de tratamento? Se um doente morre dentro do quadro de tratamento legalmente legitimado, o médico não terá, juridicamente falando, qualquer responsabilidade. Afinal de contas ele agiu de acordo com as normas. Mas se o médico se desvia um pouco que seja do tratamento padronizado e o estado de saúde do doente piora, o primeiro será então arrastado para um sem-número de provas e exames de controlo. O que vem a ser então o conceito de abordagem individual a cada paciente? Os médicos simplesmente não podem permitir tal coisa nas condições do nosso sistema de saúde.